Traficante admite que governo Bolsonaro está sufocando o PCC

Uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) interceptada pela Polícia Federal (PF) criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Os telefonemas, de abril deste ano, foram captados pela Operação Cravada, que mira o núcleo financeiro da organização criminosa.

O traficante Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como “Elias”, é responsável por “posição na hierarquia da organização criminosa e também possui poder de decisão e mando sobre os demais integrantes”.

Em um dos diálogos, no dia 22 de abril, ele conversa com Willians Marcondes Ferraz, o “Rolex”, que também atua na mesma posição no organograma da organização. Outro interceptado é André Luiz de Oliveira, o “Salim”, informa o jornal Estadão.

Em uma das conversas interceptadas, Elias diz a Salim: “A gente sabe que esse governo que veio irmão, esse governo aí ô, os cara começou o mandato agora, irmão, agora que eles começaram o mandato, os caras têm quatro ano aí pela frente, irmão.”

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já ‘começou’ o mandato mexendo com ‘nois’ irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara ‘começou’ mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já ‘entrou’ falando o quê?”

O traficante Elias também afirma que não existe diálogo com o governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao contrário do que acontecia nas gestões anteriores do Partido dos Trabalhadores (PT).

O criminoso declarou: “Pra você ver, o PT com ‘nois’ tinha diálogo. O PT tinha diálogo com ‘nois’ cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra ‘nois’ ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com ‘nois’ cabulosa, mano….”