Táticas da esquerda: o uso de agentes provocadores

Nos dias de minha juventude equivocada na esquerda, havia muita preocupação, especialmente entre os militantes mais velhos, com os “agentes provocadores”.

Não é um termo com o qual a maioria dos americanos esteja familiarizado. Refere-se àqueles que induzem os outros a violar a lei ou incitam a violência, para avançar a causa. Os veteranos viam agentes provocadores onde quer que olhassem. Eles pareciam imaginá-los debaixo de cada cama.

Demorou, mas descobri o porquê.

Porque é isso o que eles eram.

Enquanto a esquerda dos anos 60 e 70 acusou o FBI e os oponentes políticos de plantar agentes provocadores, eles o fizeram porque eles mesmos os usavam de forma muito eficaz.

Certamente, parece-me que a história está se repetindo em 2017.

A manifestação da “alt-right” em Charlottesville, reunindo um grupo heterogêneo de neonazistas, membros da Ku Klux Klan e outra escória supremacista branca, tem todas as características notórias de uma organização da esquerda, projetada para incitar violência e desordem para então atribuir a culpa a Donald Trump.

Tomemos o caso do líder do “Unite the Right”, Jason Kessler. Ele tinha sido um grande apoiador de Barack Obama, um ativista do Occupy Wall Street, apoiador do desarmamento e, por algum motivo, de repente virou a casaca para se tornar um “ativista pró-brancos” em 2016. Suponho que isso poderia acontecer. Tudo é possível. Mas essa estranha reviravolta certamente chegou em um momento conveniente para a esquerda. Com a narrativa do “conluio russo” desaparecendo como ponto focal do movimento “Stop Trump”, a esquerda precisava de uma nova causa.

A esquerda conseguiu o que precisava em Charlottesville, tragicamente, impulsionada pela morte de Heather Heyer.

Kessler teve algum arrependimento?

De modo nenhum. Em vez disso, ele twittou esta mensagem repugnante: “Heather

Heyer era uma comunista gorda e asquerosa. Comunistas mataram 94 milhões. Parece que foi a hora da vingança.

Há uma coisa que posso absolutamente garantir a todos. Jason Kessler nunca foi um ativista de direita, um conservador, um constitucionalista ou mesmo um nacionalista americano racional. Meu palpite? Ele é um agente provocador.

De fato, em um post de 2015, ele pode ter se traído. Ele escreveu: “Não consigo pensar em nenhuma profissão que eu admire mais do que a de provocador profissional, que tem coragem e autodeterminação para enfrentar a controvérsia, apesar de toda a hostilidade que isso gera”.

Depois, há o verdadeiro criador do movimento chamado “alt-right” – Richard Spencer, que lidera algo de nome National Policy Institute, um “think tank” nacionalista branco.

Isso faz dele um membro da direita política? Não, de modo algum. Lembre-se, ele é o inventor do “alt-right”, que significa, no jargão normal, a alternativa para a direita.

O que ele diz sobre suas próprias crenças políticas e ideológicas? “Para ser honesto, não sou totalmente contra o socialismo, quando bem feito. Eu acho que nós deveríamos realmente usar o governo para beneficiar a nós, e às pessoas deste país. Acho que devemos ter um sistema nacional de saúde. Acho que devemos quadruplicar os parques nacionais. Acho que devemos fazer deste mundo um lugar melhor. Eu acho que o governo tem um papel a desempenhar nisso.”

Em outras palavras, ele não é da direita política, não um conservador, não é um constitucionalista. Ele chama seu tipo de nacionalismo de “nacionalismo arco-íris” e acrescenta: “A homossexualidade parece ser o último bastião implícito da identidade branca”.

Não sei se Richard Spencer é um agente provocador, mas aparentemente ajudou Kessler a organizar o fiasco de Charlottesville.

Minha intenção não é tecer aqui uma teoria da conspiração – É para apontar fatos sobre esta tragédia nacional que deixou o nosso país à beira de uma nova guerra civil.

Quem foi que mandou a polícia se retirar em Charlottesville – levando a situação a ficar mais feia do que qualquer um poderia imaginar?

Duas pessoas vêm à mente:

O governador democrata da Virgínia, Terry McAuliffe, um grande defensor de Bill e Hillary Clinton e Barack Obama; e
O prefeito democrata de Charlottesville, Mike Signer.
Desde Charlottesville, nós vimos confrontos semelhantes ocorrerem em grandes cidades como Boston. Mas a polícia permaneceu em alerta e a tragédia foi evitada.

Vamos esperar e rezar para que Charlottesville tenha sido uma daquelas “tempestades perfeitas” profanas, ajudadas, talvez, por fantoches excessivamente fanáticos que realmente celebraram a violência, o caos e a morte – com o propósito conjunto de manchar a presidência de Donald Trump.

Joseph Farah.