A seletividade do Governo Flávio Dino em relação a crimes e delitos

Três meses atrás um motorista atropelou e matou Apolinária Bispo Barbosa, de 73, na Avenida dos Holandeses. Ela e o marido, que voltavam da igreja, foram vitimados em plena faixa de trânsito. Um motorista em alta velocidade, preso em flagrante, foi o responsável pela tragédia. Fiz dezenas de contatos com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública com o intuito de divulgar a identidade do atropelador. Todas em vão. Vale a ressalva: ele foi preso em flagrante. (AQUI)

A Secretaria protege o assassino de uma idosa e o destruidor da vida do seu marido.

Nesta semana o Procon divulgou uma lista de 29 estabelecimentos que “cumpriram os requisitos obrigatórios e receberam a certificação do órgão”. Foram 60 estabelecimentos vistoriados. Os outros 31 que não “cumpriram os requisitos obrigatórios”? Pergunte lá no Posto Ipiranga, porque o Procon não divulgou a lista. (AQUI)

O Procon protege dezenas de estabelecimentos que funcionam de forma imprópria.

Os dois casos, entre tantos outros, contrastam com a atuação dos agentes do governo em outras ocasiões. A tragédia que se abateu sobre a família de Mariana Costa, assassinada por Lucas Porto semanas atrás, foi exposta exaustivamente pelo Secretaria. (AQUI)

O escândalo da Secretaria da Fazenda, que tinha como um dos possíveis beneficiários o Grupo Mateus, teve divulgação ampla pelo governo. O empresário teve sua boa reputação manchada pelos agentes de Flávio Dino. Ironia da vida, ontem o governador posava ao lado do empresário durante inauguração e o chamava de “exemplo”. (AQUI) Talvez agora Mateus saia da pauta do governo e seus pecados passem a ter o mesmo tratamento do assassino da Holandeses e dos estabelecimentos não “cumprem os requisitos obrigatórios”.

A seletividade do Governo Flávio Dino na exposição de pessoas e entidades que cometem crimes e delitos é apenas mais um ponto de frustração para aqueles que em 2014 acreditaram na mudança.