Porque Socialismo ainda é tão popular?

Uma das coisas mais curiosas do Século 21, que poucos esperavam, é que a dicotomia socialismo X capitalismo continua relevante: A China se desponta como candidata a nova potência mundial e se declara oficialmente comunista; o segundo maior partido dos EUA é composto por muitos socialistas assumidos; e a América do Sul continua dominada por ditaduras ou Governos corruptos inspirados no Socialismo. Isso mesmo que nos últimos 2 séculos a ideologia só tenha colecionado fracassos.

Isso já deveria ser um sinal que a “beleza” do Socialismo não se encontra em um aspecto racional, mas emocional que muitos ainda se encantam. O que não deveria ser uma surpreso, inúmeros estudos mostram o quanto somos mais “irracionais” do que imaginamos. Isso é perceptível na economia ou mesmo na sociedade (como efeito manada).

Mas antes de discutir a causa da sua popularidade, devemos antes discutir o que é o Socialismo em si.

O Socialismo nasceu no século XVIII influenciado pelo iluminismo, revolução francesa, Ciência (mecanicista) da época e da preocupação dos malefícios causados pelo início da industrialização (como pobreza, desigualdade etc). O termo foi cunhado por Saint-Simon e desde então inúmeros autores deram sua versão do termo.

Há tantos autores com pensamentos diferentes que é muito difícil haver uma definição clara, mas podemos ver que a grande maioria era contra o individualismo e propriedade privada (abraçadas pelos liberais) e naturalmente tem uma visão crítica ao Capitalismo. Para solução desses problemas a maioria defendeu uma revolução através de uma engenharia social-cultural para levar a sociedade a igualdade e/ou fraternidade.

Evidentemente tudo mudou com o surgimento de Marx que conseguiu criar um movimento mais coeso e influente e passou a servir de paradigma de todos os socialistas sequentes. Inclusive teve a “humildade” de declarar todos seus antecessores de “utópicos” e a si mesmo como único “científico”.

Acima de tudo isso, e essa é a chave da nossa discussão, vemos um padrão: Praticamente todos os socialistas, especialmente após Marx, dizem que existe uma opressão ilegitima e imoral sobre as pessoas e promete meios de acabar com ela. Seja o Capitalismo, o Estado, o patriarcado… Sempre há um opressor escravizando os pobres e indefesos oprimidos.

E isso que o torna tão popular, pois todos nós somos “oprimidos”, ou seja sofremos alguma forma de aflição ou dor, na sociedade. Essa ideologia agrada nosso ego dizendo que essa opressão não só é errada, como é legítimo você odiar e punir seu opressor. É a completa justificação da vingança.

Assim, diferente do que Clemenceau dizia ( que as pessoas se tornam socialistas por empatia), o Socialismo agrada pessoas porque elas se identificam com o oprimido, ou seja: É algo puramente egoísta e conveniente.

Tanto que uma das várias transformações do Socialismo foi englobar cada vez mais tipos de oprimidos: Primeiro eram pobres;mulheres; depois proletários; minorias raciais; homossexuais; etc…

Um das grandes gênios que enxergou exatamente esse lado foi Churchill, Primeiro-Ministro do Império Britânico durante a Segunda Guerra:

Assim, a real motivação dos socialistas é puramente emoção egoísta e narcisista, o que explica seus atos irracionais e falta de empatia.

Fonte: Medium