Por que a Educação Sexual de crianças é danosa?

A polêmica sobre o papel do professor na educação sexual de crianças foi reacendida com o afastamento de uma professora de Cascavel por postar em redes sociais suas aulas de preservativos dadas a meninos e meninas de 9 a 10 anos de idade. Há pessoas que ainda acreditam que medidas supostamente preventivas como essa são eficazes e essencialmente virtuosas, visando o amadurecimento das crianças quanto a assuntos que seus pais ignoram. Vamos analisar se isso é verdadeiro?

O governo considera a camisinha o principal meio de impedir a gravidez indesejada, chegando ao ponto de com o dinheiro público, distribuir camisinhas, pagar professores e instruir crianças no seu uso. A camisinha é vendida como um método contraceptivo infalível e posta nas mãos de crianças que por motivos de força maior irão praticar sexo independente dela ou não.

O primeiro erro está aí, a camisinha não só é um instrumento complexo demais para crianças como não é prevenção 100% eficaz sequer nas mãos de adultos. O risco então é assumido e o uso da camisinha incentivado desconsiderando o nível de maturidade de cada criança em particular, conhecido apenas pelos pais, que em caso de algum fruto brotar de uma relação, terão de arcar financeira e emocionalmente com um novo membro da família antes de ter havido a projeção, tendo razão suficiente para se agravarem em todo caso que aparecer de professores incentivando sexo aos seus filhos, pois não são os professores e nem a escola que lidarão com os maus resultados de seus ensinos.

Se nem com adultos sempre funciona, por que com crianças o resultado seria diferente?

No país do sexo fácil, a tradução desse livro seria bombástica

Um instrumento infalível de sexo livre de responsabilidades é como distribuir doces que nunca irão engordar. Isto deve sim ser encarado como um incentivo a iniciação sexual precoce e não prevenção para os já iniciados. A integridade psicológica de cada criança é colocada de lado para propagar o parquinho de diversões do liberalismo sexual. E aí está a raíz de outro problema: ao se preocuparem com as DSTs mas esquecerem dos danos psicológicos da “hook-up culture” (cultura do fica), crianças sem inteligência emocional podem chegar até ao suicídio.

O livro Unprotected da doutora Miriam Grossman conta centenas de casos, há o exemplo de uma estudante que chegou a ter tontura e vômito após o fim de relacionamento por não conseguir parar de pensar no parceiro de sua primeira relação sexual pois o via todos os dias na sala de aula. É completamente desconsiderado o bem-estar emocional das crianças em aulas de sex-ed pois os relacionamentos nessa idade não conseguem durar mais que um curto período e isso é um objetivo até desejado pois imagina-se que seja um acesso à maturidade.

Já é científico que poucos parceiros sexuais tornam o casamento mais pleno e satisfatório, como apontou pesquisa dos sociológos Nicholas Wolfinger e Bradford Wilcox. Apesar da resistência a noções anti-promíscuas, o mundo secular começou a perceber que o romantismo cristão não é conto de fadas e sim um ato concreto.

Existem muitos fatores que normalizam a sexualidade infantil na nossa péssima cultura, por isso muitas delas iniciam cedo, mas a escola por prudência deveria ser livre desse processo de erotização infantil ou, pelo menos, não ser leniente com o errado.