PM desocupa Cintra e governo segue defendendo marginais

A Polícia Militar finalmente agiu e a farra dos ocupantes do Cintra acabou na noite de ontem. De acordo com nota da Secretaria Estadual de Educação, também conhecida como Mansão do Playboy, um grupo de 16 pessoas foi retirada do local.

A ação poderia evidenciar uma mudança de rumos no trato do governo com essa minoria que atrapalha as aulas, depreda prédios públicos e coloca em risco a vida dos estudantes. Só que não…

Os danos ao Cintra já são públicos. Com a desculpa esfarrapada de lutarem contra a implantação da PEC 241 e contra a Reforma do Ensino Médio, um grupelho depredou a escola. Contando com a omissão do governo, os fascistinhas foram além da depredação: também estavam dispostos a ferir, quem sabe até mesmo matar, os estudantes que se colocassem contra a ocupação. Por que essa afirmação? Eles estavam ARMADOS dentro do Cintra. Isso mesmo: armados! Isso evidencia suas intenções…

Armas encontradas com invasores do Cintra: quem eles queriam ferir?

Armas encontradas com invasores do Cintra: quem eles queriam ferir?

E o que fez o Governo após a constatação de tamanho disparate? Omitiu os nomes dos criminosos. Se depender de Flávio Dino, Felipe Camarão (secretário de Educação) e Jefferson Portela (secretário de Segurança), a sociedade não irá saber quem são os autores de tamanho disparate.

Fico aqui pensando com meus botões se algum dos marginais tivesse o sobrenome “Sarney”. Já pensaram? Aí, meus amigos e amigas, teríamos uma coletiva a cada três horas. Jefferson Portela iria mostrar em powerpoint toda o aparato da operação policial que resultou na prisão dos terroristas. Sim, sim… Caso algum parente, vizinho ou funcionário da família Sarney estivesse no meio da ocupação do Cintra, o ato seria imediatamente classificado como terrorista. Felipe Camarão iria chorar durante a coletiva, ficando emocionado com o trabalho do governo. E, no fim de tudo, Flávio iria criar uma força tarefa Anti-Sarney. “Por conta dos últimos acontecimentos envolvendo a família Sarney, quero comunicar ao povo do maranhão que uma tropa de 500 policiais, 200 viaturas, 3 helicópteros, um navio de guerra e uma garrafa de Whisky* serão unidos em uma nova unidade para coibir os crimes da Família Sarney no Maranhão”.

Falando sério

A omissão dos nomes frente a um ato tão desprezível é algo para se lamentar. O governo poderia agir de forma a coibir futuros atos de violência contra a educação pública. Prefere a impunidade à punição. E essa impunidade, provavelmente, tem cunho político. O governo está “protegendo os seus” ao não divulgar os nomes dos marginais que depredaram o Cintra.

*NE: a garrafa de Whisky serve para a comemoração.