Pesquisador demonstra erros nas estimativas de abortos no Brasil

Em um evento no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro), que contou com a apresentação do pesquisador Marlon Derosa. Em sua apresentação demonstrou as fragilidades metodológicas da famosa metodologia AGI (Alan Guttmacher Institute), bem como da PNA 2016 (Pesquisa Nacional do Aborto).

O método de pesquisa do AGI foi elaborada pelo Instituto Guttmacher na publicação da Family Planning Perspective por Singh e Wulf (1994), e foi atualizada pelos pesquisadores brasileiros em 2015, em artigo publicado na revista acadêmica nacional ligada à UERJ, Reprodução & Climatério.  Marlon Derosa destacou que pesquisadores brasileiros se restringiram a aplicaram a fórmula construída pelo Instituto, nos dados mais atuais do Datasus, no artigo de 2015.

Derosa afirmou ainda que a Pesquisa Nacional do Aborto (PNA2016), outra pesquisa que é usada com frequência por defensores da legalização do aborto, que ela também está superestimando abortos clandestinos, ao projetar 503 mil abortos no Brasil. Os números mais prováveis de abortos clandestinos estão na casa de 48 a 150 mil ao ano, segundo sua análise.

Destacou o pesquisador que a PNA 2016 não possui relevância internacional, pois não é citada em estudos científicos fora do Brasil. E em relevância de publicação e científica internacional, apenas o número da metodologia AGI, que estima 1 milhão de abortos clandestinos, é que interessa.