Os invisíveis da UFMA

Se há uma raça que costuma arrotar virtude e saber, são professores e estudantes universitários. Falando mais especificamente da Universidade Federal do Maranhão, a impressão que se tem é a de que se trata de um núcleo de virtude inquestionável. SE há um lugar onde se defende os menos favorecidos, negros, moradores de periferia e os direitos trabalhistas, esse lugar é a UFMA. Contudo, nada como os fatos para desnudar farsas.

Desde que a reitoria da UFMA caiu nas mãos da esquerda, representada pela reitora Nair Portela, a vida das pessoas que fazem a limpeza e a segurança privada do Campus se tornou um inferno.

Tratam-se, em sua maioria, de negros e negras de periferia (aquela categoria que os virtuosos da UFMA dizem amar e defender), que sofrem com seguidos atrasos de salários, atrasos de tickets alimentação, falta do depósito de direitos trabalhistas.

A principal empresa acusada de tiranizar os trabalhadores da UFMA que presta serviço para a UFMA é a Potencial Segurança. Apesar dos atrasos, mensalmente são repassados centenas de milhares de reais para a empresa. Só no mês passado o montante ultrapassou meio milhão de reais.

A UFMA possui mecanismos contratuais que possibilitam a defesa dos direitos dos trabalhadores, mas nada faz. Pior de tudo: mesmo com todos estes problemas a empresa conseguiu renovar o contrato de prestação de serviço.

São cerca de 120 vigilantes em todo o estado que nos últimos manifestaram infinitas vezes a humilhação sofrida. Pior de tudo, recentemente foram informados de que o sacrossanto direito de greve defendido pelos bonitões e bonitonas da UFMA poderá incidir em demissões.

Mas, vocês sabem como é, né? A galera da UFMA está mesmo preocupada em salvar o país do fascismo de Jair Bolsonaro. De nada importa se os pobretões que limpam a sujeira e fazem a segurança deles precisam de ajuda.

Se masturbam intelectualmente vestindo o capuz da defesa de causas abstratas e não conseguem sequer perceber o sofrimento de quem varre o chão que pisam todos os dias.