O que o aumento de impostos diz sobre Flávio Dino?

Na tarde de ontem a Assembleia Legislativa aprovou uma série de medidas denominada “pacote anticrise” pelo governo do estado. Na prática, o que se votou foi mais de uma dezena de aumento de impostos e duas medidas para suavizar o impacto da sanha tributária do governo. A prática não é novidade, já no seu primeiro ano de governo Flávio Dino promoveu aumento de impostos.

Assim que assumiu o governo em janeiro de 2015 o governador Flávio Dino vendeu a ideia de que iria revolucionar a administração pública. Os pontos altos dessa renovação foram a indicação de um vendedor de plano de saúde filiado ao PCdoB para a secretaria de infraestrutura e o aumento de dezenas de milhões de reais nas verbas de comunicação.

Não é preciso procurar muito para saber que o governo Flávio Dino, administrativamente, não é uma novidade e padece de falta de criatividade. A estrutura governamental deixada por sua antecessora, a ex-governadora Roseana Sarney, foi mantida. A medíocre cultura do “asfalto” em época de eleição foi elevada ao patamar de virtude pelo atual governador.

Economicamente Flávio Dino é uma espécie de Dilma Rousseff: concede isenção de impostos para grandes empresários, se recusa a promover reformas estruturantes e quando a coisa começa a dar errado, manda a conta para a população pagar.

Na contramão do que quer o povo brasileiro, Flávio Dino passou quatro anos alimentando uma estrutura governamental gordurosa e ineficiente montada, principalmente, para abrigar apaniguados (como é o caso do filho do ministro Raul Jungmann). Seu legado é endividamento e ineficiência.

Esses aumentos de impostos sequenciais do governo desde 2015, somados à paralisia administrativa quem mantém intocada uma máquina combalida e cara, denotam não apenas incapacidade gerencial, mas a completa alienação em relação à gravidade do problema fiscal e um estado de calamidade mental que impossibilidade qualquer decisão tomada com base na realidade.

Flávio Dino não é um gestor.