Ninguém segura a mão de ninguém

Apesar dos discursos em relação à resistência e da campanha “Ninguém solta a mão de ninguém”, o petista Fernando Haddad e o PT encontram-se em estado de abandono após a eleição. Com um saldo devedor que ultrapassa os R$ 4 milhões, candidato e partido zeram um apelo na última sexta (2) por doações que ajudem a saldar os débitos. A ironia da história é que políticos ligados ao partido, que tanto defenderam a campanha, não aparecem entre os doadores.

A CRISE

Fernando Haddad recebeu cerca de R$ 32.783.181,36 para a campanha e declarou R$ 37.139.413,69 em despesas. Os restos a pagar somam incríveis R$ 4.356.232,33.

Acuado, o partido apelou para seus seguidores/eleitores nas redes sociais para ajudar a saldar o débito.

Até o dia 6 de novembro, pouco mais de 4 mil pessoas haviam feito doações ao candidato petista. Entre a lista de doações o próprio PT aparece como maior doador da campanha de Fernando Haddad, com cerca de R$ 32 milhões em doações. A menor doação foi realizada por Abner Cosme Deiro Neto. Ele doou um centavo para Fernando Haddad.

A maioria dos políticos eleitos pelo partido, ou em parceria com o PT, não aparece como doadora de campanha e, aparentemente, menospreza a grave situação financeira do partido.

INGRATIDÃO?

O governador Flávio Dino, por exemplo, foi um dos grandes entusiastas da campanha de Fernando Haddad em todo o país.

Apesar de reeleito para o cargo, o que lhe garantiria conforto para ajudar o petista, Flávio Dino não consta entre os doadores da campanha.

O pouco caso com a situação de Fernando Haddad não é uma exclusividade do governador maranhense. Nenhum dos governadores eleitos em todo o país em parceria ou pelo próprio PT aparece na lista de doadores.

Todos os deputados federais maranhenses que usaram a campanha petista para sustentar suas votações, a exemplo de Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr (PCdoB), Zé Carlos (PT) e Bira do Pindaré (PSB), também não constam na lista de doadores.

Passadas as eleições, ninguém segura a mão de ninguém.