Morte de Lambert é uma derrota para a humanidade, diz Santa Sé

Resultado de imagem para Vincent Lambert
Morreu, na manhã desta quinta-feira (11), no Hospital de Reims, Norte da França, o francês Vincent Lambert. O enfermeiro ficou internado por anos. Tudo começou quando, em 2008, ele sofreu um acidente e ficou tetraplégico.

Em 2011, os médicos descartaram qualquer possibilidade de melhora e, em 2014, sua condição foi classificada como vegetativa. No começo deste mês de julho, os médicos lhe retiraram a água e os tubos de alimentação, para deixá-lo morrer sob “sedação profunda e contínua”. A família de Vincent foi informada por e-mail sobre o desligamento dos aparelhos.

Seus pais, Pierre e Viviane, lutaram nos tribunais desde 2013 para mantê-lo com vida; por outro lado, a esposa de Vincente, apoiada por alguns irmãos do rapaz, pedia que os suportes fossem desconectados.

Apesar de a eutanásia ser ilegal na França, uma lei permite que os médicos se recusem a usar tratamentos para manter vidas “artificialmente”.O pai do rapaz, chamou a medida de assassinato disfarçado. “É uma eutanásia”, disse à imprensa francesa na segunda-feira, 8 de julho.

Em 2015, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos aprovou a retirada do suporte vital de Lambert, argumentando que a decisão de interromper sua alimentação intravenosa não violava as leis europeias de direitos.

Uma derrota para a humanidade

A Pontifícia Academia para a Vida disse que a morte de Vincente é uma derrota para a humaninade:

“Dom Paglia e toda a Pontifícia Academia para a Vida rezam pela família de Vincent Lambert, para os médicos, por todas as pessoas envolvidas neste caso. A morte de Vincent Lambert e sua história são uma derrota para a nossa humanidade”.

O Papa Francisco fez vários apelos sobre o caso. Ontem, num tuíte, o Santo Padre pediu orações pelos enfermos.

“Uma sociedade é humana se protege a vida, toda a vida, do início a seu fim natural, sem escolher quem é digno ou não para viver. Que os médicos sirvam à vida, não a tirem”. “Não construamos uma civilização que elimina as pessoas cujas vidas consideramos não sejam mais dignas de serem vividas: toda vida tem valor, sempre”, disse ainda o Papa.