Maura Jorge e Bolsonaro ainda distantes no Maranhão

Maura Jorge e Bolsonaro andaram juntos no Maranhão? Bem, uma olhada nos números mostra que não. A candidata do PSL não conseguiu absorver os votos do seu presidenciável no Maranhão.

Bolsonaro teve mais de 800 mil votos no Maranhão. Maura alcançou pouco mais de 250 mil.

O Partido Social Liberal terminou o primeiro turno com a segunda maior bancada do país. Isso garantirá aos líderes do partido um pomposo fundo partidário, além de um tempo de televisão espetacular na televisão. Se eleger Jair Bolsonaro presidente, a legenda se tornará uma gigante. Representante do partido no Maranhão, Maura Jorge pode herdar toda essa musculatura e se tornar uma força real na política maranhense.

DESEMPENHO RUIM

Bem, ao contrário do que dizem os especialistas de resultados, o desempeno de Maura Jorge não pode ser considerado satisfatório. E isso quem diz são os números.

Jair Bolsonaro obteve 817.511 votos nas eleições. Já Maura Jorge teve 247.988. Em São Luís, Jair Bolsonaro teve 200.990 votos, Maura Jorge teve pouco mais de 56 mil.

Ou seja: a representante do PSL abocanhou apenas 30% dos votos de Bolsonaro no estado. Qualquer tese que a eleve a representante natural do PSL no estado é falha!

Quais as razões? Diversas teses podem fortalecer o desligamento da candidatura de Maura da campanha de Bolsonaro. Erro na comunicação (Maura começou o horário eleitoral mostrando bananas), permissividade em relação a policiamento (a candidata não abraçou as teses de Bolsonaro completamente) e outras. Contudo, acredito é bem provável que o atentado sofrido por Jair Bolsonaro tenha impedido a aproximação necessária entre as duas campanhas.

AINDA HÁ TEMPO

O segundo turno se mostra como uma chance para Maura Jorge reivindicar o seu lugar de liderança do partido no estado. É muito improvável que Roseana Sarney (MDB) ou Roberto Rocha (PSDB) se lancem na candidatura de Bolsonaro no Maranhão. Então, o destino dá a Maura Jorge mais uma chance de liderar no Maranhão aquele que, provavelmente, deve se tornar o maior partido do Brasil nos próximos meses.

Conseguirá isso apenas com trabalho duro nas próximas semanas: distribuindo panfletos, fazendo reuniões, usando suas redes sociais, sendo a voz de Bolsonaro no Maranhão. Sentar em casa e se regozijar com elogios marcantemente oportunistas não é uma opção.