José de Anchieta deve ser patrono da educação, segundo Carlos Jordy

Assim como o presidente Jair Bolsonaro havia defendido a ideia de tirar o título de patrono da educação de Paulo Freire, o deputado Federal Carlos Jordy (PSL – RJ) apresentou o PL 3033/2019 que revoga o título. Segundo o parlamentar “não adianta pedir a cassação do título de patrono da educação de Paulo Freire sem antes elencar um legítimo nome para ser o verdadeiro patrono”.

Padre José de Anchieta, missionário da Companhia de Jesus, também conhecido como o apóstolo do Brasil, foi assim distinto pelo fato de ter participado do início da catequização em terras brasileiras.

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em Tenerife, Arquipélago das Canárias — Espanha. Estudou em Portugal e, decorrente da doença de ossos de que sofria, por orientação médica, veio ainda noviço para o Brasil, onde através do contato com os índios aprendeu a linguagem indígena e passou a comunicar e a defendê-los dos colonizadores portugueses.

Com a finalidade de ensinar e catequizar os nativos, José de Anchieta participou da fundação do colégio da vila de São Paulo, que viria a ser mais tarde a própria cidade de São Paulo que, herdou esse nome porque no dia da sua fundação, 25 de janeiro de 1554 é comemorado o dia do apóstolo São Paulo.

José de Anchieta acumulou várias funções durante a sua vida. Para além de padre jesuíta, foi historiador, gramático, teatrólogo e poeta.

No Brasil, destaca-se o dia de José de Anchieta na data do seu falecimento, que ocorreu no dia 9 de junho de 1597.