“1964: O Brasil entre Armas e Livros” não é ‘pró-golpe’

No dia 5 fevereiro de 2019, no jornal O Globo foi publicado a matéria com o título “Filho de Bolsonaro divulga documentário que defende a ditadura”.

A matéria informa que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou um trailer do documentário produzido pelo Brasil Paralelo “1964: O Brasil entre Armas e Livros”.

Na matéria publicada, em nenhum momento do texto é encontrada alguma informação que o documentário seja uma produção em “defesa da ditadura”. A matéria tem 19 parágrafos.

No dia 1° de abril, o mesmo jornal publicou uma matéria em que informa que a rede de cinema Cinemark de proibir a exibição do documentário sobre o 31 de março de 1964. O título da matéria é “Cinemark diz ter errado ao exibir filme pró-ditadura”.

A redação do O Globo justificou o termo “pró-ditadura” devido à matéria do próprio jornal publicada em fevereiro, que aborda o fato do deputado Eduardo Bolsonaro ter compartilhado o trailer do documentário do Brasil Paralelo.

Após a publicação do documentário no Youtube, de forma gratuita pelos seus idealizadores, O Globo publica outra matéria, na quarta-feira (3), onde volta a classificar o documentário de defensor da ditadura.

A chamada da matéria é “Entrevistados em filme pró-ditadura reconhecem que houve golpe em 64”. Ocorre que ao longo do texto, a autora admite que os especialistas entrevistados no documentário não são defensores da ditadura militar.

Nessa última matéria de 16 parágrafos, O Globo não cita nenhum trecho do documentário que seja possível identificar uma exaltação do período da ditadura militar. O que não impediu do jornal em persistir a rotular o documentário de “pró-ditadura” em suas manchetes.

Além da reviravolta da narrativa do jornal, fica evidente que O Globo arquiteta uma narrativa de difamação para atingir aqueles que não pactuam com suas ideologias politicas.