Gastão Vieira e a defesa de um Maranhão miserável

Por acaso algum dos senhores, ou das senhoras, teria coragem de rechaçar o desenvolvimento pessoal? Já imaginaram uma pessoa se recusando a ser um profissional desenvolvido? Ou algum empresário evitando, conscientemente, a busca pelo crescimento de seu negócio? Para pessoas normais e saudáveis, o desenvolvimento é uma meta que apenas benefícios trás. Algo a ser perseguido dia após dia, semana após semana, ano após ano. Uma meta de vida, talvez a razão da vida. Desenvolver-se é crescer, amadurecer, ser mais independente, ser melhor naquilo que se pretende. Contudo, existem as mentes doentias e deturpadas que conseguem transformar até mesmo uma indiscutível virtude em algo ruim. Não se pode pretender “desenvolvimento a qualquer custo”, diz Gastão Vieira.

Não queremos o desenvolvimento a qualquer custo.

O grande problema do Maranhão sempre foi a indisposição do estado ao desenvolvimento de um ambiente em que o povo pudesse ter oportunidades que transcendessem o emprego na prefeitura do interior, o Bolsa Família, a migalha do politico ou o subemprego. Somos um estado de leque limitadíssimo de oportunidades. O desenvolvimento não deveria ser uma meta, mas uma obsessão de todos os maranhenses.

Não é novidade para ninguém que a Base de Alcântara é um dos símbolos da predisposição d e nossos políticos ao atraso. O melhor ponto para se lançar foguetes no mundo não lança foguetes para lugar nenhum. Por que? Porque políticos como Gastão Vieira acreditam que a manutenção do estado de submissão e miséria das comunidades quilombolas da região deve ser mantida.

Foi o que se viu em uma tentativa de discussão entre Gastão Vieira e o vereador Carlos Bolsonaro.

A hipocrisia do deputado federal Gastão Vieira pode ser desvelada com perguntas bem simples. Ele acha digna a situação das comunidades quilombolas de Alcântara? Ele estaria disposto a viver como os moradores das comunidades vivem, comer o que comem, passar o que passam por alguns meses?

Gastão Vieira, no afã de se mostrar anti-bolsonaro, foi capaz de colocar viabilidade e desenvolvimento como antagonistas. Ou seja: o desenvolvimento de Alcântara pode não ser viável para as pessoas que lá moram e nem para a cidade.

Gastão Vieira defende uma situação indefensável. Na balança entre desenvolvimento e submissão (situação atual daquelas pessoas), seu julgo doentio pende para o lado da dependência eterna dessas pessoas das escolas e da “preocupação” de políticos da categoria dele.

De que vale colocar no horizonte dos moradores de Alcântara uma base da NASA? De que vale garantir àquela cidade um lugar de destaque no mapa da ciência e tecnologia mundial? De que vale o desenvolvimento “a qualquer custo” quando pode-se ter a miséria gratuita?

Gastão Vieira deixou claro que as coisas devem ficar como estão e que não lhe interessa a troca da miséria pelo desenvolvimento.

Ave a ignorância e a pose!