Flávio Dino usa governo para fazer politicagem descaradamente

Se houve sarneísmo, se ele causou mal ao Maranhão, com absoluta certeza Gastão Vieira (PROS) deveria sentar no banco dos réus de um provável julgamento. Aliado de primeira linha da ex-governadora Roseana Sarney, Gastão foi um dos cérebros do sarneísmo nas últimas décadas. Derrotado nas eleições de outubro, ele foi o protagonista de uma manobra que lhe garantiu o cargo recusado pelo povo. Tudo orquestrado pelo governador Flávio Dino.

Logo após as eleições de 2014, Gastão Vieira tinha duas prováveis opções políticas: continuar no grupo que o criou, só que desta vez tendo que andar com as próprias pernas, ou jurar lealdade ao governo da vez e continuar sendo uma espécie de parasita do poder. Fez a opção pela segunda alternativa.

Gastão obteve guarita no governo de Flávio Dino que concedeu prestígio e estrutura para as eleições de 2018. Só que era preciso mais! Para “honrar” o compromisso de impedir que Gastão, um dos grandes representantes da “velha política”, não tivesse sua aposentadoria decretada.

Flávio usou duas secretarias de governo para nomear candidatos que terminaram na frente de Gastão para que uma vaga pudesse ser aberta para o derrotado.

E assim Flávio Dino vem fazendo nas últimas semanas. Tratando secretarias como moeda de troca da forma mais natural possível.

Pouco importa competência ou o interesse público, a prioridade é acomodar aliados e transformar derrotados, como Gastão Vieira, em “campeões” do governo.