Flávio Dino prepara o golpe em Fernando Haddad

Em 2010 o ex-governador Jackson Lago, um dos mais emblemáticos nomes da esquerda maranhense em todos os tempos, concorria às eleições para governo do estado no Maranhão. Retirado do poder pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2009, o pedetista foi vítima de uma campanha difamatória e mentirosa no interior do estado que o apontava como inelegível. Panfletos apócrifos eram atirados de aviões aos montes. A campanha surtiu efeito e Jackson Lago terminou a eleição, e a carreira política, de forma melancólica em terceiro lugar. Roseana foi eleita em primeiro turno e o comunista Flávio Dino ocupou de vez o posto de antagonista do Grupo Sarney.

O conteúdo afirmava que o voto em Jackson seria anulado porque o ex-governador era impedido de concorrer pelo mesmo TSE que o caçara um ano antes. O principal suspeito da campanha? De acordo com os próprios familiares de Jackson Lago, o mentor de tudo era o também candidato Flávio Dino.

A ironia da história? Flávio Dino foi coordenador da bancada que que “defendera” Lago em 2009.

A ação de Flávio Dino afastou a família do ex-governador do comunista definitivamente. Não raro o filho de Jackson costuma denunciar a traição de Flávio Dino que, de olho no lugar de Jackson, teria “afrouxado a defesa”.

Advogados ligados a ex-governadora Roseana Sarney asseguram que, após a decisão que cassou Jackson Lago, Flávio Dino deu os parabéns a Roseana. A tese é reforçada pelo fato de que um ano antes, nas eleições para a Prefeitura de São Luís, Jackson apoiou o tucano João Castelo que venceu Flávio Dino, então candidato do Grupo Sarney.

Quatro anos após o golpe eleitoral que tirou Jackson Lago da vida pública, Flávio Dino, consolidado como principal liderança de oposição no Maranhão, foi eleito governador do estado.

Assim como Jackson Lago era um obstáculo para o comunista chegar ao poder no Maranhão 10 anos atrás, Fernando Haddad se coloca como principal impedimento aos sonhos presidenciais de Flávio Dino nas eleições de 2022.

Alçado ao cargo de principal antagonista do seu governo pelo próprio Jair Bolsonaro, Flávio Dino sabe que o posto de representante único da esquerda passa pela queda de Haddad.

Flávio Dino “feliz” ao lado do seu último obstáculo rumo a 2022

Misteriosamente poucos dias após o petista ser condenado em primeira instância por Caixa 2, Flávio Dino se aproxima de Haddad de forma acintosa. Chegando ao ponto de “deixar correr o boato” que pode ser candidato a vice em 2022.

Quem acompanha Flávio Dino ao longo dos últimos anos sabe muito bem que a ideia de ser vice de alguém a qualquer cargo que seja é algo completamente dissonante da personalidade do governador do estado.

Uma vida toda de luta pelo protagonismo sendo substituída pela figuração quando o maior desafio de todos, e consequentemente a maior glória, se apresenta?

Assim como golpeou Jackson, Flávio Dino prepara o golpe em Fernando Haddad. E uma simples condenação em segunda instância nos próximos três anos resolve a situação.