Flávio Dino envolvido com denúncia de lavagem de dinheiro

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, determinou que a Procuradoria-Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão retome os autos de denúncia contra o governador Flávio Dino Dino por suposta de lavagem de dinheiro relacionada a Operação Lava Jato. Agora caberá a PRE os próximos passos em relação a acusação.

O CASO

A denúncia a campanha de Flávio Dino usou uma pequena produtora de vídeo para lavar dinheiro. Foram mais de R$ 1 milhão e 300 mil declarados como despesas junto da empresa para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2014. Acontece que o proprietário, Aldo Oberdan Pinheiro, afirmou na época que desconhecia as transferências e que seu negócio foi usado por Carlos Alberto Miranda para a emissão de notas frias na campanha do comunista.

Na época a imprensa apurou que o lugar onde deveria funcionar na verdade era ocupado por uma quitanda que comercializa alimentos, picolés e mingau de milho.

Após receber a denúncia, a PRE enviou os autos para a Procuradoria Geral da República por acreditar que os fatos estariam envolvidos com a delação premiada de José de Carvalho Filho, executivo da Odebrecht. Segundo Carvalho, Flávio Dino pediu a empreiteira Odebrecht doações para as campanhas de 2010 e 2014.

Na época de denúncia o PCdoB declarou que a denúncia era “mais uma, dentre tantas outras, patrocinadas pelo grupo político que dominou por mais de 50 anos o Maranhão e que tenta macular o processo eleitoral, em face da iminente derrota”.

Em seu despacho Luciano Mariz Maia afirmou que não foi descoberta relação entre a suposta lavagem de dinheiro e a delação do ex-membro da Odebrecht. Dessa forma, e por se tratar de denúncia que na antecede a posse do governador em 2014, o procurador decidiu retornar os autos para a PRE.