Flávio Dino: em quatro anos o desgaste que Sarney levou quatro décadas para conseguir

FACEBOOKEm 2012 o grupo do governador Flávio Dino obteve grandes vitórias nas principais cidades do Maranhão. Aquele ano marcou as primeiras vitórias do grupo que, em 2014, conseguiria chegar ao Palácio dos Leões. Passados quase quatro anos, a maioria absoluta deles amarga péssimo desempenho nas pesquisas. Será que o “dinismo”, que se propunha a durar décadas assim como o fez o sarneísmo, está em decadência?

Não é nenhum mistério o fato de que a eleição de Edivaldo Holanda Jr em 2012 representou uma grande ajuda rumo ao Governo doe Estado. Geraldo Castro, ex-secretário municipal de Educação, que o diga.

Da mesma forma as vitórias de Luciano Leitoa (Timon), Léo Coutinho (Timon), Ribamar Alves (Santa Inês), Miltinho (São Mateus) e Rochinha (Balsas) ajudaram a solidificar as bases para a chegada ao Palácio dos Leões.

Flávio Dino

Flávio pode sofrer derrota política histórica apenas dois anos depois de assumir governo.

Na teoria, estava inaugurado então a forma “dinista” de governar e caberia ao governador e seus aliados mostrarem que poderiam fazer melhor. Na prática, o que se vê são péssimos administradores envolvidos em escândalos caminhando para a derrota nas eleições de outubro. Em absolutamente TODAS essas cidades os aliados do governador passam por dificuldades.

São Luís – A vitória de Edivaldo Holanda Jr foi o primeiro grande triunfo do “dinismo”. A administração, no entanto, capengou ao ponto do jovem prefeito ser considerado por muitos o pior de toda a história. Nas pesquisas de opinião o desempenho de Holanda é pífio. A população reprova a demonstração a tal ponto que Edi-H, como vem sendo chamado, pode ser o primeiro prefeito de São Luís a ficar fora do segundo turno.

Santa Inês – Ribamar Alves, que já foi um colosso na política da região, foi diminuído ao status de piada. A reeleição é quase impossível e o futuro político incerto. A “sorte” de Flávio Dino pode ser vista em Vianey Bringel, melhor colocada nas pesquisas e aliada do vice-governador Carlos Brandão, do PSDB.

Timon – Luciano Leitoa corre o risco de ser um dos maiores derrotados na política maranhense em 2016. Tudo indica que o deputado estadual Alexandre Almeida pode vencer as eleições. De quebra, Leitoa ainda pode perder o controle estadual do PSB para o senador Roberto Rocha.

São Mateus e Balsas – Situação difícil para ambos.

Caxias – Talvez o que tenha mais chances de manter o cargo. Ocorre que os últimos acontecimentos na “Maternidade da Morte” podem dificultar a vida de Léo Coutinho.

Imperatriz (BÔNUS) – De cada dez imperatrizenses, oito votaram em Flávio Dino nas eleições de 2014. Recentes pesquisas mostram que se a rejeição ao governador já chega aos 50%. Já os candidatos do governador, Rosângela Curado (PDT) e Professor Marco Aurélio (PCdoB), tiveram desempenho pífio na última pesquisa.

Para evitar que após quatro anos a vitória histórica nas eleições municipais se transforme na consolidação da queda de um grupo que mal chegou ao poder, pelo menos as situações em Timon, São Luís e Imperatriz devem ser revertidas.

Ocorre que o governador, além de se preocupar com o naufrágio nas eleições municipais, deve cuidar de um governo que anda fazendo água.

O povo que decidiu frear “40 anos de sarneísmo”, parece não aguentar sequer 4 anos nas mãos dos aliados do governador.

ou

A ruína levou quatro décadas para abater Sarney já flerta com Flávio Dino em meros quatro anos.    

Pobre “dinismo”… tão novo e já tão decadente.