Ex-governador usou helicóptero da PM para jantar na praia

O ex-governador por São Paulo, Márcio França (PSB), está sendo alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo pelo suposto uso indevido de helicópteros da Polícia Militar na sua gestão. O ex-governador utilizou as aeronaves do governo para suma série de compromissos políticos e particulares durante seus quase nove meses de mandato, em 2018.

Foram 365 voos pelo Estado entre os dias 7 de abril e 31 de dezembro, período que assumiu o governo após a renúncia de Geraldo Alckmin (PSDB). A soma dos tempos de voos chega a 169 horas. Foram quinze diferentes helicópteros Águia da PM do estado foram utilizados por França em seus deslocamentos aéreos. Cada hora de voo custa R$ 5,9 mil a preço de mercado.

França usou helicóptero Águia da PM – Eurocopter EC135, prefixo PR-GSP, adquirido em 2010, no valor de R$ 12,9 milhões, para subir a serra no domingo de 22 de abril e pousar no heliponto do Hotel Emiliano, no bairro dos Jardins, na capital, para se encontrar com o ex-prefeito João Doria, na casa do tucano. A viagem foi apenas de 2 km.

O ex-governador também usou o Águia da PM, em 23 eventos fora da agenda oficial, deslocamento durante a pré-campanha, ir a consultas médicas no Hospital Sírio-Libanês, deu carona, como para Carlos Cezar (PSB) deputado estadual e líder de seu governo na Assembleia Legislativa, Carlos Cezar e até para  jantar com então primeira-dama em uma hamburgueria na praia do Gonzaga.

No momento a investigação está suspensa. Há dez dias, o ex-governador entrou com um recurso no Conselho Superior do Ministério Público exigindo o arquivamento do inquérito, aberto em janeiro pelo promotor Ricardo Manuel Castro para averiguar possível ato de improbidade administrativa por uso indevido das aeronaves. Não há prazo para decisão dos procuradores.