Eduardo Braide entre a guerra e a desonra nas eleições 2018

O que Eduardo Braide e os eventos que antecederam a Segunda Guerra Mundial têm em comum?

Em 29 de setembro de 1938 líderes europeus assinaram o infame Tratado de Munique, com Adolf Hitler. Na ocasião os líderes entregaram ao genocida alguns territórios em troca da promessa da paz que todos sabem não ter vindo.

Após o tratado, Hitler seguiu sua campanha de dominação europeia sem ser incomodado pelos outros líderes. A hesitação causou a maior guerra da história da humanidade.

Na época Wisnton Churcill disse a Neville Chamberlain, então primeiro-ministro inglês. “Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra”.

Os conhecedores da história sabem que Chamberlain tentava fazer o melhor para a Inglaterra. Queria o caminho da paz, queria o caminho que julgava ser mais fácil. Sua decisão simples quase varre o país do mapa.

O dilema de Eduardo Braide nas eleições 2018

Guardadas as devidas proporções, dilema semelhante hoje se abate sobre Eduardo Braide. Sua trajetória política está para a Inglaterra como o Governo do Estado está para as forças alemãs.

Em 2016 Eduardo Braide saiu do anonimato político e sentou-se na mesa com as grandes personalidades políticas do estado. Cometeu erros de percurso naquela eleição que lhe valeram a eleição mais gloriosa que esse estado teria.

Passados dois anos, a figura do jovem sorridente e a memória do debatedor implacável ainda ecoam no imaginário de vários eleitores. Não é mistério: Eduardo Braide é hoje o fiel depositário da esperança de centenas de milhares de maranhenses.

Braide demonstrou coragem em 2016 e ocupou o lugar de novidade, de horizonte político. Sua forma voraz de debater e sua humildade ao fazer campanha arrebataram centenas de milhares de eleitores em poucos.

Dessa forma, nada mais normal que seu nome fosse naturalmente elencado ao posto de postulante ao cargo máximo das eleições de 2018 no estado: governador. Como deixar essas pessoas órfãs?

Ou Eduardo Braide envereda pelo caminho da guerra, lança-se ao governo e fica logo sabendo se sua trajetória política irá ser dinamitada pelos comunistas do Palácio dos Leões, ou escolhe o caminho aparentemente fácil de uma eleição proporcional e pode se transformar no próximo alvo.

Braide não terá paz em nenhuma das ocasiões. Ou enfrenta agora, ou enfrenta depois. Sendo que depois, caso a praga comunista que destrói o estado se saia vencedora em outubro, ele terá luta muito mais difícil pela frente.

Quanto tempo ele conseguirá fugir da assimilação ou da derrota? Um mandato? Dois? Lembre-se que Hitler prometeu paz a Chamberlain, deputado. Qualquer promessa agora, será quebrada no futuro. Qualquer chantagem represada agora, será ação consolidada no futuro.

Em política a aceitação do excesso de prudência, como mostra a história, antecede o abraço sufocante com o esquecimento e com a desonra.

Você acha que Eduardo Braide deve ser candidato?

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