E se tivesse sido Jair Bolsonaro?

Vamos direto ao ponto: os comentários que tentam imputar a Marielle Franco ligações com o tráfico de drogas são levianos e asquerosos. Obviamente setores da esquerda não iriam perder a chance de arrogar para si mesmos o monopólio da virtude.

“Estão vendo como são abomináveis esses direitistas? Nazistas, fascistas, machistas e preconceituosos”.

Não é preciso procurar muito nas redes sociais para encontrar pessoas de tonalidade vermelha usando algumas boçalidades nas redes sociais para mostrar superioridade moral, para corroborar a ideia de certo monopólio da virtude.

Infelizmente essa selvageria nas redes sociais não é exclusividade de um ou outro grupo, essa é a verdade. Para ter certeza disso, basta fazer um exercício simples.

Imaginem que Jair Bolsonaro ao reagir a um assalto sofrido por outra pessoa fosse baleado e morresse. O autor dos disparos? Um policial branco, hétero que se deixou seduzir pela vida do crime e que, vejam só, era apoiador do próprio Bolsonaro.

Imaginem que a Globo saísse em defesa de Bolsonaro como o faz com Marielle. Que os telejornais enaltecessem a coragem do parlamentar ao reagir ao assalto.

Como vocês acham que as pessoas que defecaram nas fotos do parlamentar tempos atrás iriam reagir?

Como vocês acham que os trombadinhas vermelhos das redes sociais iriam se comportar?

Não se trata de defender o show de horrores sofrido por Marielle Franco após sua morte, se trata de mostrar o óbvio: esse comportamento escroto não é exclusividade de um ou de outro grupo.

Não existem santos nessa guerra infame nas redes sociais.