Dutra pressiona vereadora do PCdoB, mas é derrotado na Câmara de Paço

paço do lumiar

O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), encarou ontem (1º) sua primeira derrota sob o comando do Município.

Na eleição para a presidência da Câmara Municipal ele fez o que pôde: pressionou uma vereadora, contou com o apoio de secretários de Estado e usou até o nome do governador Flávio Dino (PCdoB). Mas não conseguiu.

O eleito foi o vereador Marinho do Paço (Pros), com o apoio de 9 dos 17 colegas de parlamento, derrotando o candidato do comunista, vereador Jorge Brito (PSDB).

Pior: Dutra não conseguiu emplacar nenhum membro da sua base na composição da Mesa Diretora.

Logo após a eleição do novo comando da Casa, Dutra foi empossado e imediatamente (pasmem!) concedeu a palavra à esposa, Núbia Dutra (SD), que foi candidata a vereadora, mas, com apenas 427, não se elegeu.

A primeira-dama aproveitou o palco para um show. Chamou de “Judas” e de “traidores” os membros da Mesa e afirmou que Paço do Lumiar não precisava daqueles vereadores.

Pressão

A derrota de Domingos Dutra foi ainda mais vergonhosa porque nem mesmo o voto de uma vereadora do PCdoB, Drielle da Pindoba, ele conseguiu conquistar para o seu candidato.

E como não conseguiu convencer a aliada a votar no tucano, resolveu partir para a truculência já característica dos comunistas no Maranhão.

No dia 29 de dezembro, a Comissão Provisória do PCdoB em Paço do Lumiar reuniu-se com a presença do vice-presidente estadual da legenda, Egberto Magno.

No encontro produziu-se uma resolução política – com validade a partir do dia 30 – obrigando Drielle da Pindoba a declarar publicamente seu voto em Jorge Brito (veja abaixo).

A vereadora, contudo, sequer tomou conhecimento do documento e, fechada que estava com Marinho do Paço, do mesmo jeito permaneceu.

Deve agora apenas estar preparada para a perseguição comunista. Pois ela deve ocorrer.

resolução