Desfile anual contra homofobia é cancelado em Cuba

O 12º desfile pelos direitos LGBT de Cuba foi suspenso pela ditadura comunista, que enfrenta sérios problemas econômicos.

O anúncio foi feito na página oficial do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex), principal organizador das iniciativas LGBT no país, no Facebook. A decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde “dada a atual conjuntura vivida pelo país”.

Liderada pela sexóloga e deputada Mariela Castro, filha do ditador Raul Castro, a Cenesex adianta que “as novas tensões no contexto internacional e regional afetam de modo direto e indireto” a ilha.

O órgão assinala, no entanto, que “esta mudança no programa do dia não implica a suspensão do resto das atividades”.

O desfile de 2019 teria sido o primeiro depois da aprovação em abril da nova Constituição cubana, que chegou a ter prevista uma modificação abrindo caminho ao casamento homossexual, embora não tenha sido incluída no texto final.

A suspensão da iniciativa coincide com as medidas de austeridade anunciadas pelo regime de Cuba, perante as renovadas pressões dos Estados Unidos, a ineficiência da economia cubana e o colapso da Venezuela, o principal parceiro comercial da ilha.