Conversa fiada sobre liberalismo e conservadorismo não cola mais

A patrulha que destruiu Simonal no passado não tem espaço no presente.

Wilson Simonal teve sua carreira destruída pela patrulha esquerdista. Mais uma entre incontáveis vítimas da demonização covarde do oposto. Foram décadas de hegemonia ideológica que, no âmbito da sociedade, começaram a ruir faz tempo. Em 2018 a revolução social que negou o esquerdismo como única narrativa saiu das ruas e ganhou as urnas. A eficiência da patrulha acabou e nenhuma tentativa de resgatá-la terá êxito.

“Sabem aquele sujeito ali? Ele quer incendiar todas as florestas, acabar com a educação pública, matar todos os animais, escravizar os pobres, assassinar todos os índios e vender o Brasil para os Estados Unidos”. Esse argumento não apenas parece ridículo, ele o é. Contudo, durante muito tempo essa estrovenga foi ensinada por gurus da esquerda e reproduzida por militontos e jornalistas em geral ad infinitum. Durante muito tempo essas bobagens foram usadas para barrar o avanço de ideias conservadoras e liberais no Brasil. Hoje, felizmente, essa conversa fiada não cola mais.

A agonia dos esquerdistas brasileiros e seus ataques de desespero nas últimas semanas apenas refletem o fim da hegemonia ideológica em nosso país. Os “democratas” simplesmente acham inadmissível a ideia de viver em um país em que uma parcela substancial da população pense diferente. Por que? Porque para este pessoal todo e qualquer pensamento que os contradiga é algo maligno e inaceitável.

Enquanto eram hegemônicos nas redações de jornais e nas escolas, essa narrativa bisonha perdurou e triunfou. Então veio a internet e a democratização dos meios de comunicação. As pessoas simplesmente começaram a ter acesso a autores e ideias, a visões de mundo, que propunham novos caminhos.

O conservadorismo defendia a manutenção da tradição, sem prejudicar a evolução normal da sociedade, e da ordem como pontos basilares para a organização social. O liberalismo econômico pleiteava um sistema de produção em que a intervenção corrupta do estado fosse substituída pela liberdade e pelo empreendedorismo.

Dois pontos de vista que divergem diametralmente da ótica revolucionária da esquerda que prega uma espécie de anarquismo nos costumes tocada por engenheiros sociais e uma subserviência da economia em relação ao estado.

Por cerca de duas décadas o Brasil teve acesso apenas ao viés esquerdista dentro da política. De um lado o PT e seus satélites impondo suas pautas, no centro o PSDB fingindo que se opunha, mas trabalhando na calada da noite por essas pautas, e no lastro todo o restante da classe política com medo de ser caracterizada como “fascista”, “direitista” ou “neoliberal”.

O fato é que nos últimos anos coube ao povo a coragem que faltou aos políticos. Nas redes sociais e na internet eclodiram grupos, meios de comunicação, jornalistas e intelectuais que decidiram levantar as bandeiras que a política desprezava.

Liberalismo e conservadorismo só são novidades para leigos. Existem faz tempo! Se não eram conhecidos no Brasil dos anos 1990 até aqui, isso aconteceu porque foram represados nas escolas, universidades e na imprensa durante por algumas décadas. Uma atitude que ruiu até muito tarde.

A esquerda pode seguir acusando liberais e conservadores de tentarem exterminar índios, negros, pobres, gays, florestas e animais. Também pode tentar acuar a classe política e impedir que a hegemonia ideológica siga desmoronando. Em 2018 ficou comprovado que os políticos que acompanharem o desejo das ruas serão vitoriosos. Político que quiser se deixar patrulhar por esquerdista, não sendo esquerdista, que se prepare para perder o mandato e a relevância política.