Compasso de espera

Não é apenas quanto à definição das lideranças na Assembleia que a classe política maranhense aguarda uma definição logo nos primeiros dias de 2019.

A anunciada reforma administrativa do governo Flávio Dino (PCdoB) também tem deixado aliados de prontidão. Oficialmente, Dino tem dito que só confirmará qualquer mudança em fevereiro.

A espera do comunista tem razão de ser. Ele decidiu que aguardará a confirmação da formatação do governo Bolsonaro antes de promover mudanças na sua gestão.

Por um motivo: como ele próprio não tem relação com o presidente eleito, vai apostar que seus secretários consigam uma melhor interlocução com o governo federal. Assim, pensa em deixar em pontos estratégicos auxiliares de alguma forma ligados a ministros.

Uma forma de garantir a intermediação do Maranhão com Brasília, mas deixando o governador livre para seguir fazendo ferrenha oposição a Bolsonaro.

Definido?

Apesar do compasso de espera de Dino, pelo menos um nome já é dado como certo na equipe de governo para o segundo mandato.

Boas fontes da coluna garantem que o deputado estadual eleito Marcelo Tavares (PSB) cará mesmo na Casa Civil, para onde já voltou depois da eleição.

O motivo é menos nobre, nesse caso: Tavares criou muitas arestas na Assembleia, quando tentou articular uma candidatura a presidente para derrotar Othelino Neto (PCdoB).

Fica?

Outro secretário que pode car no governo é Felipe Camarão (DEM), atualmente titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Mesmo sem conrmar ocialmente, Flávio Dino tem dado “pistas” de que ele permanecerá no comando da pasta.

O comunista tem reiteradamente elogiado o trabalho do auxiliar em discursos públicos