Comercial no Super Bowl custa R$ 650 mil por segundo

O Super Bowl é a grande final do campeonato de futebol americano da NFL (National Football League). Milhões de pessoas do mundo inteiro estavam sintonizadas neste domingo, dia 7 de fevereiro, para acompanhar o jogo. Denver Broncos, de Peyton Manning, contra Carolina Panthers, de Cam Newton, duelaram no Levi´s Stadium em Santa Barbara, Califónia, pelo Lombardi Trophy. O Denver levou a melhor.

Shows de artistas renomados como Coldplay e Beyoncé completaram a festa. Mas o que realmente chama a atenção é o exorbitante valor cobrado por uma inserção (spot) de 30 segundos comerciais durante o evento. A NBC, detentora dos direitos de transmissão do jogo nos EUA, cobrou este ano cerca de US$ 5 milhões (R$ 19,5 milhões) por 30 segundos de propaganda. O valor pode variar dependendo da quantidade de inserções e do momento em que serão transmitidas.

Os comerciais do Super Bowl renderam US$ 2,19 bilhões (R$ 8,5 bilhões) entre 2005 e 2014, segundo dados da revista Fortune. Em 2015, foram cobrados US$ 4,5 milhões (R$ 17,59 milhões) por inserção, 12,5% a mais que 2014. Este ano, o valor está 11% mais alto em relação a 2015. Um dado interessante é ver que, de 1967 até 2016, houve um aumento de 125 vezes no valor cobrado por inserção.

Custos tão exorbitantes sugerem a pergunta: Por que pagar tanto por um comercial e o que poderia ser feito com tanto dinheiro?

O Super Bowl do ano passado foi assistido por cerca de 114 milhões de pessoas e esses números só vêm crescendo. Em 1990, o jogo foi visto por 73,8 milhões de pessoas. Em 2000, 88,4 milhões de pessoas acompanharam a partida. Considerando que se trata de um esporte com baixa popularidade fora dos Estados Unidos, é uma audiência gigantesca. O Brasil é o terceiro país de maior audiência para o futebol americano da NFL, segundo pesquisa do jornal britânico The Independent.

Uma matéria do site AdWeek calculou o que poderia ser feito na internet com o valor de uma inserção comercial no intervalo do Super Bowl  – os números são impressionantes. Pelos mesmos R$ 19,5 milhões (que valem 30 segundos) uma empresa poderia obter 2,1 milhões de instalações de seu aplicativo móvel, 5 emojis customizados do Twitter, 12,5 dias de snaps patrocinados no Snapchat, 15 milhões de cliques em anúncios patrocinados (seach ads), 10,5 campanhas premium no Instagram, de 100 a 200 celebridades sociais dentro do Snapchat, 250 milhões de visualizações no Facebook, quase 2 meses de anúncios no Tumblr e de 8 a 10 propagandas master no YouTube.

Por todas as razões acima, os comerciais de Super Bowl tornaram-se um fenômeno nos Estados Unidos e despertam curiosidade e ansiedade – sendo aguardados por pessoas que gostam e, principalmente, por aquelas que não acompanham o esporte.