Com máquina inchada, Flávio Dino diz que “decisão mais acertada” foi aumentar impostos

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O governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou ontem (16), em reunião com servidores de diversas categorias do funcionalismo público estadual, que não pode tratar de revisão geral anual de salários enquanto não saber como se estabilizará a receita oriunda do Fundo de Participação dos Estado (FPE).

Os trabalhadores esperavam uma resposta sobre aumento para 2017, mas, em outras palavras, o comunista alegou que não tem como garantir isso.

Num determinado ponto da reunião, Dino explicou que a situação é tão complicada financeiramente que o Estado só “conseguiu sobreviver esse ano” porque aumentou impostos.

“A gente conseguiu sobrevier esse ano, minha gente, é importante que se diga, porque nós aumentamos imposto. Eu digo isso de um modo bem transparente Nós pegamos a alíquota básica do ICMS e nós aumentamos de 17 para 18 [por cento]. Foi uma das decisões mais corretas que a gente já tomou até aqui, porque se a gente não tivesse feito isso no ano passado – vocês sabem que tem o princípio da anterioridade tributária, se aumenta em um ano para vigorar no ano seguinte – a gente não estaria aqui”, declarou o governador.

Ainda no ano passado, ao aumentar a alíquota do tributo, o Executivo estimava elevar em mais de R$ 400 milhões a receita.

A entrada de mais recursos oriundos de impostos, no entanto, não tem sido o suficiente para conter o fracasso da gestão de pessoal da administração comunista. Desde que assumiu o governo, Flávio Dino levou o Maranhão de uma situação confortável no que diz respeito ao cumprimento de limites impostos pela LRF, para a quase extrapolação do teto de gastos com pessoal.