Bolsonaro toma posse como presidente da República

 

Jair Messias Bolsonaro (PSL), 63, tomou posse como o 38º presidente brasileiro às 15h15 desta terça-feira (1º), em cerimônia no Congresso Nacional, para o mandato entre 2019 e 2022. Emocionado, ele acompanhou a execução do Hino Nacional antes de fazer o juramento constitucional e assinar o termo de posse. Assim que Bolsonaro cumprimentou os colegas, foi celebrado pelos parlamentares presentes na casa, que gritaram: “É nóis aqui!”. Dezenas de celulares de autoridades –entre eles os filhos de Bolsonaro– registrava a posse.

Na Praça dos Três Poderes, onde a população acompanhava a cerimônia, no momento em que o termo de posse foi assinado, houve gritos de “chupa PT”, em meio à impaciência pela demora no ato. O público vibrou quando Bolsonaro foi chamado pela primeira vez de “excelentíssimo presidente da República”, por Eunício Oliveira (MDB-CE)., presidente do Senado. Ao fim do discurso, milhares gritaram repetidamente “mito”, apelido pelo qual ele ficou conhecido entre seus apoiadores.

Antes de ser oficialmente empossado, Bolsonaro optou por desfilar em carro aberto em seu cortejo entre a Catedral de Brasília e o Congresso Nacional, acompanhado da primeira-dama, Michelle, e o filho Carlos Bolsonaro.

A confirmação de que Bolsonaro desfilaria em carro aberto foi feita apenas no momento do embarque –não se sabia se o presidente eleito optaria pelo carro fechado por questões de segurança.

Presente no carro, Carlos é o segundo filho mais velho de Bolsonaro e foi o primeiro dos descendentes a entrar para a política — candidatou-se e foi eleito vereador do Rio com apenas 17 anos, cargo que ocupa hoje pelo PSC-RJ.

Durante o trajeto até o Congresso, um dos cavalos dos Dragões da Independência se assustou com a multidão que acompanhava o cortejo e precisou ser retirado da frente do carro oficial. O animal chegou a dar um coice no carro.

Bolsonaro chegou ao Congresso ao lado do vice-presidente eleito, Hamilton Mourão (PRTB), e sua mulher. Eles foram recebidos pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira.

Ao passar pela Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro deixou os apoiadores em ebulição. Pessoas subiram em árvores e qualquer som de sirene gerava correria. O tema mais comentado nas conversas era se o presidente desfilaria em carro aberto. Na hora em que Bolsonaro surgiu, houve celebração. Após a passagem do cortejo, as pessoas saíram correndo pelo gramado acompanhando o carro. “É o mito”, justificava um homem.

Minutos antes de deixar a Granja do Torto para a cerimônia de posse, Bolsonaro divulgou um vídeo em que pede que a população mantenha o seu “imprescindível apoio” para “mudar o destino do nosso Brasil”.

“Quero, em primeiro lugar, agradecer a Deus por estar vivo. E, depois, a você, cidadão brasileiro, pelo apoio e pela confiança em nosso trabalho. Nós pretendemos, sim, mudar o destino do nosso Brasil. Mas, para tanto, precisamos continuar tendo o seu imprescindível apoio”, disse Bolsonaro no vídeo publicado em suas redes sociais.

Após o discurso no Congresso, ele segue para o Palácio do Planalto, onde subirá a rampa e receberá a faixa presidencial de Michel Temer –está é a única vez em que Temer usará a faixa publicamente desde que assumiu o cargo, em 2016. Temer não deve descer a rampa do Planalto. Segundo a assessoria, ele deixará o local por meio de elevador privativo, seguindo o protocolo.