Atrelado ao PCdoB, sindicato de professores é usado para desestabilizar prefeitos que não apoiam Flávio Dino

Omisso na luta pelo piso salarial nacional na rede pública estadual de ensino, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (SINPROESEMMA), braço do PCdoB no movimento sindical, está sendo usado para tumultuar gestões municipais do interior do estado que têm à frente prefeitos não alinhados politicamente ao governo do comunista Flávio Dino. Um exemplo é Barreirinhas, onde a entidade inicia uma greve hoje, praticamente no início do ano letivo, alegando não cumprimento da jornada de trabalho da categoria, deixando milhares de crianças e adolescentes fora das salas de aula.

Administrado por Albérico Filho (PMDB), que em 2016 impôs expressiva ao derrota ao candidato a prefeito apoiado pelo governo estadual, o Município de Barreirinhas amarga colapso em sua rede de ensino público por causa da mobilização do SINPROESEMMA, que garante estar defendendo os direitos dos educadores.

No entanto, a mesma disposição não é percebida na atuação do sindicato em relação à insistência de Flávio Dino em descumprir a Lei Federal nº. 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, mais conhecida como “Lei do Piso”.

Ao partir para cima de prefeitos adversários do governo e acovardar-se na luta por salário digno, garantido por lei, aos seus associados, o SINPROESEMMA mostra, de forma inequívoca de que lado está. Em vez de defender os interesses dos professores, o sindicato atua como instrumento de manobra na relação conflituosa, marcada por  desassistência e boicotes, entre o Palácio dos Leões e gestores municipais não aliados ao projeto de poder comunista.

Paralisações de professores provocam grave desgaste a qualquer administrador público, pois representam a negação do direito constitucional à educação. Ao deixar-se manipular por interesses meramente eleitoreiros, o SINPROESEMMA faz um trabalho sujo, semelhante a um crime de encomenda, cujo mandante não demonstra  qualquer compromisso com a educação digna e de qualidade, tão propagandeada nestes tempos que antecedem a campanha.

Fonte: Daniel Matos