Ator americano impacta as redes sociais ao postar vídeo pró-vida em apoio a bebês diagnosticados com Síndrome de Down

O discurso do ator, escritor e porta-voz da Global Down Syndrome Foundation e membro da equipe administrativa da Special Olympics no Estado da Virgínia, Frank Stephens, em uma sessão no Congresso americano em 2017 e compartilhado pelo ator de Hollywood Ashton Kutcher uma rede social sob o título: Esse homem deu um poderoso discurso sobre a Síndrome de Down, já alcançou mais de cinco milhões de visualizações e cem mil compartilhamentos.

No vídeo, Frank Stephens, que tem Síndrome de Down, critica a ideia de que bebês com a Síndrome de Down deveriam ser abortados: “Infelizmente, pelo mundo todo, uma noção tem sido vendida de que talvez não precisemos de pesquisas sobre a Síndrome de Down. Algumas pessoas dizem que ultras pré-natal vão identificar a Síndrome de Down no ventre e essas gestações serão simplesmente interrompidas”.

Frank Stephens faz referência aos dados sobre o aborto de bebês com síndrome de down: os Estados Unidos têm um índice de abortos por Síndrome de Down de 67%, ficando atrás apenas de países como a França com 77% (2015) e da Dinamarca com 98% (2015) de abortos.

O estado do Missouri propôs um projeto de lei para proteger os bebês diagnosticados com Síndrome de Down, por entender que o aborto de bebês nesta condição é um comportamento discriminatório. Se a proposta for aprovada, o Missouri será o segundo estado a defender as crianças com Down. O estado Dakota do Norte proibiu esse tipo de aborto em 2013.

No vídeo, Frank Stephens afirma viver bem: “tenho uma vida muito interessante. Já dei aula em universidades, atuei num filme premiado, num programa de televisão premiado no Emmy e dei palestra a milhares de jovens sobre o valor da inclusão. Visitei duas vezes a Casa Branca e não precisei pular a cerca. Realmente, acho que eu não precisaria justificar a minha existência”. E reitera: “Sejamos os Estados Unidos, não a Islândia nem a Dinamarca. Busquemos respostas, não soluções finais”.