Pesquisador trucida narrativa esquerdista do caso de mãe que reagiu a assalto

Na manhã do último sábado (12) uma policial militar acompanhada de sua filha de sete anos reagiu a um assalto em frente a uma escola no bairro Jardim dos Ipês, em Suzano (Grande SP), matando o assaltante.

O caso tem repercutido no país e, mais uma vez, se coloca em xeque a legítima defesa e o direito do cidadão ao porte de arma.

O especialista, pesquisador e escritor na área de Segurança Pública, Fabrício Rebelo, trucidou – em um artigo publicado nas redes sociais – a narrativa esquerdista sobre este caso.

Para ele, o discurso da grande mídia é recheado de “bobagens ditas desde sábado”, quando ocorreu o episódio.

O primeiro ponto que Rabelo ataca é o discurso de que a mãe – que é policial – “colocou em risco as outras mães e as crianças ao reagir”. “Quem expôs todos ao risco foi o criminoso, que optou pela investida naquela situação, de arma em punho, apontado para mulheres e crianças. A policial eliminou o risco, ao repelir a injusta agressão”.

Rabelo também explica que é falsa a noção de que a reação só deu certa porque era uma policial treinada. “Só que não entende patavina de armas, na esmagadora maioria por pavor de um dia precisar delas para defender a própria vida, cria essa fantasia de que reagir é um ato que demanda enorme treinamento. Os disparos da ocorrência foram feitos a menos de 5m, distância na qual a margem de erro é mínima e qualquer pessoa com o mínimo de capacitação para o manuseio de armas de fogo acertaria seu alvo – lembram da vovó de Caxias do Sul?”, explana.

Ele ainda ressalta que, grande parte dos policiais, hoje em dia, “não tem um treinamento de disparo real sequer minimamente satisfatório, muitos não deram nem 100 tiros na vida, coisa que um civil praticante de tiro, seja por esporte ou lazer em academias, faz em uma manhã fraca”.

Autor do livro Articulando em Segurança, Fabrício Rebelo condena quem diz que a ação da policial foi errada e que deveria ter se dado apenas um tiro e esperar pelo reforço. “Essa (afirmação), aliás, mereceria o rótulo de “piada”. Precisa não fazer ideia do que está dizendo e gostar muito de passar vergonha para soltar tamanha asneira. A legítima defesa é empreendia até o momento em que a agressão cessa, o que, no caso sob análise, somente se dá quando o bandido cai e solta a arma. A policial, nesse aspecto, foi perfeita. Reagiu, eliminou a ameaça, se protegeu atrás do carro e, em seguida, voltou para o desfecho da situação, sem mais qualquer agressão àquele”.

Por fim, ele lembra que “não se comemora a morte do bandido”. “A sociedade de bem (conceito que o progressismo abomina) está comemorando a corajosa ação de uma policial que evitou injustas agressões físicas ou patrimoniais às vítimas. O bandido morrer é detalhe secundário da ocorrência, até porque, quando o fato começou a repercutir e ser festejado, sequer se sabia que ele havia falecido”.