Paulo Rabello de Castro aponta os quatro ‘Cavaleiros do Apocalipse’ do Brasil

De acordo com uma tradição da bíblia, os chamados Quatro Cavaleiros do Apocalipse são a Peste, a Guerra, a Fome e a Morte. No último domingo (29), o pré-candidato a presidência da República, Paulo Rabello de Castro (PSC), apontou que os “Cavaleiros do Apocalipse” no Brasil são diferentes da lista tradicional.

Ex-presidente do BNDES, autor do livro “O Mito do Governo Grátis” e um dos organizadores da obra “Lanterna na Proa: Roberto Campos Ano 100”, Castro disse o “que nos emperra” são o Crime, a Crise, a Corrupção e o Ceticismo.

“O Brasil tem que ter coragem para enfrentar os seus quatro cavaleiros do Apocalipse”, definiu o candidato. Em viagem por Florianópolis, Rabello elencou o Plano SEI, um conjunto de 20 metas para a sociedade, a economia e as instituições que pretende sustentar, na companhia do pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do partido. Ele afirmou que a “consistência das propostas” lhe garante “chances razoáveis” de vencer o pleito de 2018.

Entre as medidas prometidas, Rabello fala em “transformar” a sociedade, atacada pela “violência, pela dissipação moral da família, pela desproteção da renda e, principalmente, pelo fortíssimo desemprego”.

Isso envolveria a criação de um programa de primeiro emprego, com potencial de atingir 1 milhão de jovens, e a regularização de propriedades, alcançando 10 milhões de casas, assim como a concessão de crédito “a juro decente” para o micro e pequeno empreendedor.

Na economia, Rabello defende a simplificação radical dos impostos, a reforma tributária, a criação de um imposto único “nacional e compartilhado” e acabar com a guerra tributária entre os estados e a concentração de recursos em Brasília, bem como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Ele também afirmou, no campo institucional, que a Constituição precisa de uma “lipoaspiração radical, de uma só vez, não em pedaços”, a partir de uma emenda convocatória para a revisão constitucional, em estudo pelo jurista Rogério Gandra Martins, filho de Ives Gandra.