Ministério Público Federal tem a obrigação de investigar governo Flávio Dino

Após o grave escândalo sobre a circular que colocaria a Polícia Militar no encalço de adversários políticos do governo estadual, um grupo de deputados resolver solicitar intervenção federal na segurança pública maranhense. A decisão é equivocada por diversos aspectos.

Não resta sombra de dúvida que o documento é oficial. Pois a Polícia Militar lançou nota pedindo aos batalhões que o desconsiderassem. Ora, ninguém torna sem efeito uma ordem que não aconteceu.

Dessa forma, fica evidenciada uma tentativa de colocar as forças de segurança no encalço dos adversários do governo.

Apesar do exposto acima, não há ainda traços que liguem diretamente o governador e o secretário Jefferson Portela a este crime cometido, sem dúvida alguma, dentro do governo.

A sugestão de intervenção federal foi equivocada. Tanto como ferramenta de pressão política, quanto para averiguar o que realmente aconteceu.

O fato é que o pedido sugere que o caso já está elucidado. A intervenção não é mecanismo de investigação, mas de corretivo.

O momento agora é de exigir investigação por parte do governo, Assembleia Legislativa e do Ministério Público Federal.

Ao governo, que se diz maior interessado na solução, caberia uma sindicância TRANSPARENTE. Afinal de contas, o governador diz que não tem nada com isso. Se não tem, uma sindicância cristalina.

Os deputados deveriam estar MUITO preocupados com os desdobramentos do caso. Não se usa esse tipo de ferramenta apenas contra adversários. Aliados mais distantes do núcleo sempre caem nesse tipo de rede. Portanto, se faz necessária uma CPI.

O documento oficial tinha como finalidade as eleições gerais de 2018. No mês de outubro serão escolhidos deputados federais, senadores e presidente. A jurisdição é óbvia e cabe ao Ministério Público Federal.

O fato é que apenas após a exaustão das investigações poderá se pensar em atos que visem coibir de vez esse ato.

Centrar forças em um pedido de intervenção, que dificilmente sairá, é perda de foco e divisão de forças.