Nunca foi tão fácil ser um hipócrita na política maranhense

A Era das Redes Sociais deu mecanismos nunca antes imaginados aos farsantes. Nunca foi tão fácil enganar os desavisados. Nunca foi tão conveniente ser um hipócrita. Nunca foi tão apropriado aos impostores o exercício da fraude.

Nos últimos anos a política maranhense assistiu a ascensão de alguns embustes. Homens e mulheres munidos de sorrisos falsos e feitos pequenos festejados como glórias magníficas. Pessoas débeis que sequer podem ser consideradas vilãs vestindo as túnicas do heroísmo.

Na manhã do dia 11 de janeiro a população maranhense pode constatar a apoteose de um processo que começou semanas atrás.

Em um surto de delírio populista e magnanimidade fajuta, uma destas mentiras ambulantes decidiu estrelar peça publicitária paga com dinheiro do contribuinte em que se prestou ao papel ridículo de subir no telhado de uma repartição. Aliás, desde que assumiu o cargo ficam visíveis os gastos com publicidade e aparições miraculosas.

Se existe uma especialidade inconteste desse sujeito, sem dúvida alguma é a capacidade transformar de qualquer situação, por menor que seja, em um grande picadeiro custeado por nosso dinheiro.

Dias atrás o atleta de redes sociais, sempre tão destemido e reluzente em seu obscurantismo, se esfacelou ao ser confrontado de forma mais enérgica após um corte de cabelo. O sinal de positivo repetido incansavelmente apenas confirmava o que os mais atentos já haviam percebido: “Sim, eu sou um embuste. Deixe-me ir embora”.

Então veio o fatídico 11 de janeiro…

Incapacitado de esconder sua natureza sempre, nosso Ferdinand Demara maranhense soltou a fera que guarda quando está na frente das telas e câmeras das redes sociais.

Saltitava ensandecido, xingava, babava o líquido grosso que brota da boca dos bajuladores. Sabedor de sua verdadeira condição (aquela desconhecida dos seguidores), fez questão de agir como um capanga indigno de 10% da imagem que ostenta.

Flagrado pelas lentes atentas de outro participante da cerimônia, e naqueles momentos de guarda baixa em que as profundezas do mau-caratismo vencem o duelo contra a hipocrisia, bateu no peito e vociferou: “Me filma, me fila”.

Duas palavras em uma frase que na verdade valiam por uma expressão inteira: “Sim, esse sou eu. Esse é meu verdadeiro eu. Xingo, babo, sou um selvagem. Pode me filmar, pode denunciar, eu não ligo. Em breve volto ao meu estado normal de impostor e engano os desavisados novamente”.

O vídeo está na internet para qualquer um ver. A face desnuda da farsa, os olhos brilhantes da balela, a atitude típica do bufão…

O ambiente de relativismo moral e intelectual é tendente a esse tipo de personagem burlesco. O fato é que nunca foi tão fácil ser um hipócrita ao ponto de termos um vídeo, imagens gravadas e registradas para a posteridade, de pouco valendo para caracterizar um impostor.

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