PT aciona TSE contra Globo, Huck e Faustão, enquanto entusiastas voltam a se animar com candidatura

O apresentador Luciano Huck foi ao Domingão do Faustão e, apesar de negar sua candidatura, reacendeu um debate de que “segue no jogo” para ser o nome do mercado para disputar a presidência (como destacado na véspera) . Conforme aponta a Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a aparição de Huck no programa voltou a empolgar setores do empresariado que já tinham desistido de sua candidatura.

“O simples fato de falar em um programa popular sobre as especulações em torno de seu nome muda o patamar da articulação de Huck. Até domingo, o cidadão que não lê jornais nem internet e só se informa pela TV não sabia que ele estava entre os presidenciáveis. Agora sabe”, aponta a coluna. Ele nunca tinha falado sobre o tema na TV.

De olho nesses movimentos, o PT acionou a Justiça Eleitoral contra Huck, Faustão e a Rede Globo pedindo a investigação de suposto crime eleitoral por abuso dos meios de comunicação e de poder econômico, em iniciativa assinada pelos líderes do partido na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ).

Segundo eles, durante o programa, houve uma “demonização da atual política, dos políticos que a representam, dos pré-candidatos que ostensivamente já se apresentaram para a sociedade como postulantes ao cargo presidencial e, de forma subliminar, a exaltação da pré-candidatura de Luciano Huck”.

“Embora sem assumir ainda a candidatura de seu funcionário, a Globo, o apresentador Fausto Silva e o pré-candidato Luciano Huck, durante vários minutos, em rede nacional, discorreram acerca da necessidade dos brasileiros darem espaço para uma candidatura nova (a dele Luciano Huck), diferente de tudo e de todos que aí se encontra, capaz de agregar novos valores à política e à vida nacional, de modo que, somente através de candidaturas por ele representada, o país e as futuras gerações poderiam vislumbrar um futuro melhor”, afirmam.

Eles apontam ainda que, a Globo, “de modo objetivo e direto passou a promover, desde logo, a pré-candidatura de seu funcionário Luciano Huck, utilizando-se de uma estrutura midiática que nenhum outro pré-candidato terá acesso, causando interferência antecipada na lisura e na igualdade da disputa presidencial que se avizinha”. E completam: “trata-se de conduta desproporcional, que visa à pavimentação de uma candidatura que já nasce turbinada pelo poderio econômico e que, através da utilização indevida dos meios de comunicação, objetiva conquistar a simpatia e o apoio político do eleitorado”. A Globo ainda não se manifestou sobre o assunto.