Roberto Rocha propõe superação política da dicotomia sarneys x anti-sarneys

Nas últimas duas décadas o Maranhão atolou em um pântano político. Não se discute mais economia, não se discute mais segurança, não se discute mais educação. A incômoda submissão de parcela significativa de nosso povo a programas sociais parece ser algo normal. Tudo se resume a ser sarneísta ou anti-sarneísta. Os resultados estão aí para qualquer consciência honesta atestar.

Basta comparar, basta lembrar para se fazer entender: a cada ano as grandes obras e grandes projetos vão dando lugar a mero asfaltamento de estradas, compra de ambulâncias e pintura de escolas. A mediocridade absorve o Maranhão e o mais insano nisso tudo é que todo o debate político se resume a estar ou não em grupo político X ou grupo político Y.

A cada governo as obras são menores, a cada governador os desafios vencidos (não os desafios prometidos) são mais pífios, a cada quatro anos o time de secretários é mais débil…

No fim dos anos 70 João Castelo inaugurara o Italuís. Mais de 80 km de tubulação e estações de tratamento em três anos. Passados 30 anos, Roseana Sarney e Flávio Dino demoraram dois mandatos para reformar 19 km.

Nossos políticos se tornaram reféns de certa ideologia barata que não apenas os limita, mas também deixa mais medíocres. Governadores saltitando em inaugurações de poços artesianos, deputados que divulgam cheios de si a inauguração de placas de sinalização, prefeitos que batem no peito com orgulho pela feirinha de quinquilharias.

Tudo em nome da dicotomia bisonha dos sarneys contra os anti-sarneys.

Contudo, uma voz política RELEVANTE levantou-se contra essa dicotomia absurda que apenas

Na manhã desta sexta (22) o senador Roberto Rocha assumiu a presidência do PSDB maranhense. Em uma coletiva dada à imprensa, o tucano falou de sua pré-candidatura ao governo do Maranhão. Contudo, o que mais chamou a atenção foi a proposta do senador de superação da era “sarneístas e anti-sarneístas”.

Roberto elencou milhões de emendas e recursos destinados a prefeitos que, sabe ele, não irão apoiá-lo. Também exigiu de uma, segundo ele, dívida que a classe política tem com o ex-governador Zé Reinaldo Tavares. Ressaltou várias vezes que a fulanização da política maranhense precisa ter um fim. Colocou-se fora do circuito Sarney e anti-Sarney. Fez outros relatos que indicam não apenas um rompimento na teoria, mas na prática.

Falava a verdade? Não importa. Está sendo movido por intenções nobres? Menos ainda.

Acontece que toda transformação políticas começa com ideias e discursos públicos. Não de desconhecidos ou patetas, mas de políticos. Políticos como Roberto Rocha.

Ao sugerir que sua base eleitoral em 2018 terá como base a superação do clima de histeria que sequestrou a classe política, Rocha já dá sua parcela de contribuição para a melhoria do povo, do nosso estado, da nossa política.

Resta saber se essa fagulha irá se tornar a fogueira que irá incinerar a mediocridade das feirinhas e dos poços artesianos, ou se cairá no esquecimento.

Qual sua opinião sobre o governo de Flávio Dino?

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