Alas da esquerda querem “passar longe” de Lula em 2018, que vê outro risco à candidatura subir

Líder nas últimas pesquisas eleitorais e considerado o nome mais forte da esquerda, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de ser uma unanimidade nesse espectro político.

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, setores da Frente Brasil Popular ( composto por representantes de diversos setores da esquerda, alguns críticos ao PT) vão trabalhar para que não haja apoio à candidatura do ex-presidente Lula, em meio à leitura de que o aval ao petista dividiria o grupo no ano que vem.

A ala do PT que, em nome de uma aliança em torno de Lula, defende o apoio ao vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB) ao governo  sinalizou que desiste de lançar a vereadora petista Marília Arraes ao governo de Pernambuco para fechar de vez o acordo. Já Guilherme Boulos, do MTST, disse em discurso no Congresso do PSOL não ser possível conceber uma candidatura de esquerda que admita alianças com “partidos golpistas”, forma de marcar divergência com o PT e com Lula, que já admite se aliar ao PMDB e a outras legendas que se posicionaram a favor do impeachment.

Aliás, sobre Lula, vale destacar ainda a situação do ex-presidente sobre o julgamento em segunda instância no caso “triplex do Guarujá”, que pode torná-lo inelegível caso a sentença de Sérgio Moro seja confirmada. O desembargador João Pedro Gebran Neto concluiu seu voto no recurso apresentado pelo ex-presidente no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região), indicando que o trâmite no tribunal aponta que o julgamento na segunda instância deverá ocorrer antes do início da campanha presidencial, possivelmente ainda no primeiro semestre de 2018, segundo informa o Estadão, enquanto a Folha de S. Paulo aponta que o julgamento deva ocorrer já em março.