Madeira confirma intervenção no PSDB e sugere a aliados de Brandão se filiarem no PCdoB ou PT

O ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira declarou nesta sexta-feira (03) em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes, apresentador do programa Ponto Final da Mirante AM, que o diretório nacional do PSDB vai intervir na executiva estadual, pois o diretório estadual, insistindo em apoiar Flávio Dino (PCdoB), para governador, e Lula (PT), para presidente, em 2018, está prestando um desserviço ao partido em seu projeto nacional, que é o de eleger o sucessor de Michel Temer (PMDB) e governadores em diversos estados.

Madeira teceu severas críticas ao governador Flávio Dino, dizendo que este não tem projeto de desenvolvimento para o Maranhão e tenta se firmar como bom gestor “asfaltando uma rua aqui e outra acolá pelo Mais Asfalto, sem mudar na essenciais a realidade dos municípios, pois são obras pontuais”. Ele disse também que das promessas feitas para ajudar Imperatriz nenhuma foi cumprida e o governador ainda esqueceu dos esforços que ele, Madeira, fez para elegê-lo, coordenando sua campanha de Riachão a Itinga e de Estreito a Barra do Corda.

Sobre as relações da Prefeitura de Imperatriz com o Governo do Estado, destacou que era melhor tratado por Roseana Sarney (PMDB) do que pelo atual governador e que ela teria deixado R$ 17 milhões em convênios, valor que Flávio Dino prometeu triplicar em troca do apoio do PSDB da região tocantina à sua campanha. “A Roseana me tratou com civilidade, mas infelizmente não pude apoiar o seu candidato (Lobão Filho) depois que Luis Fernando desistiu”, frisou, acrescentando que se ela tivesse outro nome receberia seu apoio.

O ex-prefeito chegou a sugerir aos tucanos que desejam manter o PSDB aliado a comunistas e petistas que procurem outra legenda, pois têm várias disponíveis para esse projeto, como PCdoB, PT e outros.

Ao lado de Aécio Neves, Sebastião Madeira pedindo votos para Flávio Dino.

Desafio

Madeira rebateu ainda as críticas dos que dizem que ele e o senador Roberto Rocha, provável candidato a governador, estão querendo descer de para-quedas no ninho tucano. “Eu me filiei no PSDB em 1988 e minha ficha foi abonada por Mário Covas, enquanto Carlos Brandão se filiou em 2006, ou seja eu tenho 29 anos de militância partidária e o Brandão apenas 11, então eu pergunto: quem desceu de para-quedas?”.

Segundo o ex-prefeito, ao longo desses anos, exerceu cargo de deputados federal, presidente duas vezes do diretório estadual, secretário e tesoureiro do diretório nacional, presidente do Instituto Teutônio Vilela e de gestor da segunda maior cidade do estado, ou seja, diz que tem uma grande folha de serviços prestada ao PSDB.

Quanto a Roberto Rocha, destacou que ele foi militante do PSDB por 16 anos, período em que exerceu quatro mandatos de deputado federal e por uma circunstância política migrou para o PSB, partido pelo qual se elegeu vice-prefeito de São Luís e senador da República, e depois de expulso foi procurado pela cúpula nacional do tucanato para retornar à legenda.

Sobre o desafio do vice-governador para uma disputa pelo comando da legenda, Madeira disse que Carlos Brandão sabe que a maioria dos votantes numa convenção hoje está pendurada em empregos no Governo do Estado ou depende da influência desses ocupantes de cargos para manter seus interesses. “Esses preferem ser xingados de golpista e de futi num palanque de Flávio Dino do que apoiar uma candidatura própria do partido”, desdenhou.