Geraldo Castro deixa 250 crianças sem aula em São Luís

Pelo menos 250 crianças da rede municipal de ensino estão sem aula na capital do Maranhão, devido a herança maldita deixada pelo ex-secretário de Educação de São Luís, professor Geraldo Castro Sobrinho, que abandonou o cargo no dia 17 de fevereiro passado para disputar, pelo PCdoB, uma das 31 cadeiras de vereador na Câmara Municipal de São Luís nas eleições de 2016.

O descaso, que já havia sido denunciado pelo Atual7 há quase dois meses, foi exibido na edição desta quarta-feira 3, pelo Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

Prédio da UEB Pedro Marcosine Bertol foi alvo de vândalos há dois meses, que deixaram um rastro de destruição por todas as salas
A reportagem mostrou as dependências da Unidade Básica de Ensino (UEB) Pedro Marcosine Bertol, situada na Camboa, e arrombada por vândalos por duas noites seguidas no início do ano, deixando um rastro de destruição por todas as salas. Livros rasgados, folhas jogadas pelo chão, armários quebrados e portas arrancadas é o cenário da escola. Nenhuma das salas foi poupada.

Os bandidos levaram ainda levaram parte das panelas, botijão de gás, baldes de armazenamento de pratos e copos, todos os ventiladores e um micro system comprado pela direção e professores para uso no aprendizado dos alunos, além de toda a merenda escolar da unidade para o mês.

A UEB Pedro Marcosine Bertol está sem vigilância desde meados de 2014, por atraso do repasse da Semed para as terceirizadas.

Um ano

Apesar da Secretaria Municipal de Educação já ter um novo titular há mais de duas semanas, o também professor Moacir Feitosa, os alunos da UEB Pedro Marcosine Bertol seguem sem aula desde abril do ano passado, quando foram despejados do prédio antigo da unidade pública municipal, que funcionava no bairro do Jaracaty. O local está tomado de rachaduras desde então, com risco grave de desabamento.

Restos do que sobrou da Biblioteca da UEB Pedro Marcosine Bertol permanece como foi deixado pelos vândalos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Curiosamente, o prédio para onde as crianças foram transferidas, que pertence ao Estado, estava desativado, justamente pela insegurança, pois fica numa região disputada por líderes de facções criminosas. Na época, os pais de alunos não aceitaram a mudança, mas foram convencidos pelo ex-secretário Geraldo Castro de que a transferência seria temporária. Até hoje, porém, nunca houve qualquer início de reforma na escola do Jaracaty, apesar do Portal de Transparência da Prefeitura de São Luís exibir dezenas de pagamentos milionários feitos por Castro para construturas.

Procurado insistentemente pelo Atual7 quando ainda estava do cargo, o comunista fugiu dos questionamentos feitos, e apenas manifestou que a escola “infelizmente sofreu ataque!”. Ele também não quis comentar sobre ser suspeito de ter desviado pouco mais de R$ 17,2 milhões da verba pública federal destinada para a construção de 14 das 25 creches escola prometidas pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) durante a campanha eleitoral de 2012, e reprometidas em janeiro de 2013, mas até hoje não construídas.